A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, anunciou a adesão ao projeto CARDIO, iniciativa global voltada para o enfrentamento das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNT), como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol alto. A capital piauiense passa a integrar a rede de municípios que recebem suporte técnico e metodológico para fortalecer a Atenção Primária em Saúde e reduzir complicações graves relacionadas a essas condições.
Com a chegada do programa, 60 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital estão sendo equipadas com ferramentas inovadoras para identificar pacientes em risco cardiovascular e implementar planos de cuidado personalizados. Profissionais de saúde locais também estão sendo capacitados para qualificar o atendimento, melhorar os processos de trabalho e desenvolver estratégias de prevenção junto à população, ampliando o rastreio precoce e estimulando também o autocuidado.
Em Teresina, a expectativa é ampliar o rastreio precoce dessas condições crônicas, melhorar o controle clínico dos pacientes e reduzir internações hospitalares e mortes evitáveis. “A adesão ao CARDIO coloca a cidade em posição estratégica neste enfrentamento, consolidando seu papel como referência regional em saúde pública”, informa a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano.
Conheça mais sobre o projeto CARDIO
O CARDIO é uma iniciativa global de saúde populacional, desenvolvida pela Fundação Novartis, apoiada por outros parceiros como Instituto Afya e Umane, e implementada pela Beneficência Portuguesa (BP) juntamente com as Secretarias Municipais de Saúde.
A iniciativa já demonstrou resultados expressivos em outras cidades brasileiras. Em São Paulo, onde foi implementado em 2018, o controle da pressão arterial em pacientes medicados triplicou, houve redução significativa nas hospitalizações por AVC e estimativas apontam para a prevenção de milhares de mortes em longo prazo. Em 2024, o projeto foi replicado em Patos (PB) e Aracaju (SE). Em 2025, entrou em fase de expansão para 46 municípios, alcançando mais de 1.100 UBSs e com potencial de impactar 12,7 milhões de pessoas em todo o país.



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