A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) organizou reunião nesta quinta-feira (18) com representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, do Ministério Público do Estado, da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e do Hospital São Marcos para debater o financiamento deste hospital. O deputado Henrique Pires (MDB) disse que já houve problemas de repasses do ano passado e nesse ano, sendo um assunto que precisa ser rapidamente sanado.
O parlamentar comentou que foi procurado por representantes do São Marcos, os quais informaram que a FMS quebrou o contrato de repasse unilateralmente, gerando uma defasagem de R$ 3,5 milhões mensais. “Recursos eram para ter sido pagos em janeiro, fevereiro, março e abril”, disse.
Leopoldina Cipriano, presidente da FMS, afirmou que o contrato de Teresina com o hospital é superior a R$ 6 milhões, no entanto, “só usa 41% desse contrato. Por quê? Porque o restante do contrato, 59%, é utilizado pelo povo do Piauí, dos outros municípios. Então, o que a gente pede é todo mundo olhar para o contrato do São Marcos e todo mundo financie também, porque vem gente de todos os municípios”.
A presidente da FMS disse que o São Marcos precisa de mais ajuda do governo e da União e gostaria de conseguir mais emendas dos deputados para o hospital. Sobre o Executivo, Leopoldina Cipriano afirmou que “como 59% das pessoas que usam [o São Marcos] são do estado, se você quiser assumir o contrato com o hospital, Teresina entrega numa maior tranquilidade do mundo”.
Henrique Pires contou que a União tem verba para enviar ao hospital, mas falta a FMS enviar a documentação necessária. “O governo do Estado faz o repasse, pode melhorar? Pode. Mas nós temos que, aqui como Casa do povo, temos que correr atrás para socorrer o São Marcos. Nós não podemos ter o principal hospital, e muitas vezes o único hospital que trata da questão oncológica, nessa situação”, finalizou.
Iury Parente – Edição: Katya D’Angelles



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