A discussão sobre o verdadeiro custo de manter um automóvel na garagem ganhou um forte aliado da racionalidade financeira. O economista César Esperandino reacendeu o debate nas redes sociais ao defender a escolha de veículos populares antigos e quitados para o deslocamento diário. Rodando a bordo de um Fiat Uno Mille avaliado em cerca de R$ 8 mil, ele celebrou a independência das dívidas e dos custos fixos altos: "Mais um dia indo trabalhar com meu carro quitado, não paga mais IPVA e ainda rodo a semana toda só com R$ 150".
O argumento ganha um apelo cada vez maior em um cenário marcado pelos preços elevados dos carros zero-quilômetro, juros altos de financiamento e custos astronômicos de seguro e manutenção. Modelos compactos veteranos continuam sendo altamente cotados no mercado de usados justamente por cumprirem a função primária de mobilidade com despesas altamente previsíveis, consumo contido e peças de reposição baratas em qualquer autopeças.
Especialistas reforçam que priorizar a funcionalidade em vez do status reflete a busca do consumidor por equilíbrio orçamentário diante da inflação e do arrocho no poder de compra. A postura do economista mostra que, em tempos de orçamento apertado, ter um meio de transporte robusto e sem parcelas pendentes pode valer muito mais do que ostentar um modelo novo pagando anos de carnê.


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