O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou no Palácio do Planalto, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que pretende ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate às facções criminosas, milícias e grupos paramilitares. O plano prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões e articula ações de inteligência, investigação, sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que o governo federal retomará o controle de áreas dominadas pelo crime organizado e endurecerá o combate às estruturas financeiras das facções.
“O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”, declarou o presidente.
O programa foi estruturado em quatro eixos: asfixia financeira do crime organizado, fortalecimento da segurança máxima nos presídios, ampliação da investigação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
O governo prevê R$ 1,06 bilhão em recursos diretos para 2026, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões via BNDES para aquisição de equipamentos, drones, sistemas de monitoramento, inteligência policial, perícia criminal e modernização das unidades prisionais.
Na elaboração da redação final do decreto, teve papel central o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ex-secretário de Segurança do Piauí. O gestor piauiense coordenou o diálogo entre o Ministério da Justiça e representantes das forças de segurança pública de todo o país para consolidar o texto final do programa.
Chico Lucas ganhou projeção nacional pelos resultados obtidos no Piauí, onde comandou ações de integração tecnológica, inteligência policial e combate às organizações criminosas. Durante sua gestão, o estado registrou redução dos índices de homicídios, roubos e crimes patrimoniais, além da implantação de iniciativas como o “Meu Celular de Volta”, que se tornou referência nacional e inspirou políticas federais de recuperação de aparelhos roubados.
A experiência acumulada no Piauí foi incorporada ao desenho do novo programa federal, especialmente nos mecanismos de integração entre inteligência, investigação financeira e atuação interestadual contra facções criminosas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o controle de armas será uma das prioridades da nova política nacional de segurança. Segundo ele, 73% das mortes violentas intencionais no Brasil envolvem armas de fogo.
O programa também prevê a ampliação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), operações nacionais de inteligência, fortalecimento das polícias científicas e modernização dos sistemas de rastreamento de armas e munições.
Durante o evento, Lula voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC da Segurança pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente, a proposta permitirá maior coordenação nacional das políticas de combate ao crime organizado sem retirar a autonomia dos estados.






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