As urnas deste domingo ampliaram a presença LGBTQ+ na política brasileira e produziram resultados históricos. Em São Paulo, Erika Hilton foi reeleita deputada federal e ultrapassou 1,4 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados.
Em Minas Gerais, Duda Salabert também garantiu um novo mandato federal, com mais de 200 mil votos ainda durante a apuração.
A eleição também colocou em evidência as candidaturas de Natasha Ferreira, travesti que disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e Thabatta Pimenta, mulher trans candidata à Câmara pelo Rio Grande do Norte.
A representação LGBTQ+ avançou para além das candidaturas trans. No Distrito Federal, Fábio Félix, parlamentar assumidamente gay, foi eleito deputado federal como o candidato mais votado do DF, com 224.224 votos. No Rio Grande do Sul, Daiana Santos, mulher negra e lésbica, foi reeleita deputada federal com mais de 113 mil votos.
Os resultados ganham ainda mais peso depois de uma campanha marcada por violência política e LGBTfobia. Levantamento divulgado às vésperas da votação identificou cerca de 13 mil comentários LGBTfóbicos contra candidaturas LGBTQ+, com mulheres trans e travestis concentrando a maior parte dos ataques analisados.
Ainda assim, pessoas LGBTQ+ voltaram às urnas, conquistaram votos e ocuparam espaços que durante décadas lhes foram negados.


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