O fechamento de 298 lojas da Casas Bahia nesta sexta-feira (14/08/2026) faz parte de uma reestruturação financeira e operacional muito forte da empresa.
* Prejuízos muito elevados: a empresa teve prejuízo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2026. Em 2025, o prejuízo acumulado chegou a cerca de R$ 3 bilhões.
* Juros altos: as despesas financeiras pesam muito. No primeiro trimestre, o resultado financeiro líquido foi negativo em cerca de R$ 1,17 bilhão.
* Consumidor mais endividado: móveis, eletrodomésticos e eletrônicos dependem bastante de crédito.
Com crédito caro e famílias endividadas, as compras diminuem.
* Lojas que não dão retorno: a empresa vem adotando uma estratégia de manter somente unidades consideradas rentáveis e reduzir custos da estrutura física.
* Mudança para o digital: a Casas Bahia também está direcionando investimentos para tecnologia, logística e comércio eletrônico, buscando uma operação mais enxuta.
* Dívidas e reestruturação: a companhia passou por uma reestruturação financeira e conseguiu reduzir sua dívida.
E o que significa fechar 298 lojas?
É uma redução enorme: aproximadamente 29% da rede física que existia antes. A empresa tinha pouco mais de mil unidades e o fechamento pode ser acompanhado por cerca de 1.900 demissões, podendo chegar a aproximadamente 3 mil, segundo as informações divulgadas hoje.
Em resumo: a Casas Bahia está tentando fazer uma operação de “corte de gordura”: fechar lojas deficitárias, reduzir funcionários e despesas, concentrar-se nas lojas que dão resultado e fortalecer o comércio digital para voltar a gerar lucro e caixa.


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