Há pouco mais de três décadas, chegar à velhice era um sonho distante para quem recebia o diagnóstico de HIV. Hoje, graças à terapia antirretroviral, milhões de pessoas vivem décadas com o vírus. O sucesso da ciência, no entanto, abriu um novo capítulo da epidemia: como envelhecer com qualidade de vida.
Essa foi a principal discussão do simpósio “Envelhecer com HIV ao longo da vida”, realizado nesta quinta-feira (30), durante a 26ª Conferência Internacional de Aids (AIDS 2026), no Rio de Janeiro.
Ao longo de uma hora, pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Austrália, Argentina e África do Sul apresentaram evidências de que o envelhecimento em pessoas vivendo com HIV não pode ser entendido apenas pela idade cronológica. O vírus, a inflamação persistente, décadas de tratamento, as condições sociais, o estigma, a identidade de gênero e o acesso aos serviços de saúde moldam uma trajetória de envelhecimento diferente daquela observada na população geral.
O resultado é um aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, alterações metabólicas, declínio cognitivo, fragilidade física, isolamento social e perda da capacidade funcional, muitas vezes aparecendo anos antes do esperado.
Mais do que discutir idosos vivendo com HIV, a sessão propôs uma mudança de paradigma: o envelhecimento começa ainda na infância e acompanha toda a vida.
Este é um trecho da matéria original. A Agência Aids está fazendo uma cobertura especial da conferência AIDS 2026 e você pode ler todas as matérias em https://mla.bs/1c28375deb.


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