Homenagem às Mulheres pelo Dia Internacional da Mulher
8 de março
LISETE MEDEIROS

Lisete Napoleão Medeiros, nasceu em Floriano (PI),onde realizou seus primeiros estudos.Cursou o segundo grau no Liceu Piauiense,em Teresina; graduou-se pela Universidade Estadual do Maranhão,(UEMA) em Pedagogia concluiu Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Pós-Graduou-se em Leitura e Produção de Texto na PUC-MG , em Educação na UFPI, em EAD pelo NEAD/UESPI. Mestra em Educação pela FUNIBER e atualmente faz Pós em Ciências da Educação pelo FUNIBER.
Lisete Napoleão é autora do Hino Oficial da UESPI e Hino Oficial da Academia Teresinense de Letras.
Autora dos livros: 1-Quem Conta Um Conto Aumenta um Ponto, 2-Estórias Que Ouvi, 3- Zamba, 4-Uma Estória Atrás da Outra. 5- Um Brinde á Vida. 6- Piauiense, Sim Senhor!.7- Língua Portuguesa 1. 8- Coisas do Amor. 10. Sinais Vitais. 11.- Dizer porque Dizer. No prelo “ Contando Conto”. É verbete de várias antologias nacionais e internacionais, escreve para jornais locais de Teresina, tendo participação escrita também na Revista DE REPENTE, onde é membro do Conselho Editorial.
LISETE NAPOLEÃO é artista plástica, fez teatro, estudou música, é pesquisadora, escritora e professora de Literatura e Língua Portuguesa da Universidade Estadual (UESPI).
Dentre as muitas atividades que já exerceu destacam-se:.
. Assessora de Imprensa do Projeto Rondon em Teresina, implantando na ocasião o jornal informativo,
. Professora de Inglês do Colégio,"Domício,".
.Professora efetiva de Redação, Folclore e Literatura Infantil do Instituto de Educação “Antonino Freire”,
.Dirigiu a Unidade Escolar “Engenheiro Sampaio”.
Esteve membro da Comissão Provisória de Editoração da revista da UESPI (Universidade Estadual do Piauí ).
Representante da Universidade Estadual no Conselho Paritário do Sistema de Incentivo Estadual á Cultura;.
Foi Diretora de Ensino Pesquisa e extensão,
Chefe de Assessoria de Assuntos Internacionais e de Comunicação Social da UESPI;
Vice-diretora do Centro de Ciências Humanas e Letras da UESPI
Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI,
Respondeu pela Pró-reitoria de Extensão da UESPI
Pró-Reitora Adjunta de Ensino de Graduação da UESPI
Participou de Comissão de seleção para cursos de Pós-graduação da UESPI, também para seleção de concurso para professor da
mesma Instituição, como DEDICAÇÃO EXCLUSIVA.
Esteve membro do Conselho Diretor e no Conselho Universitário da UESPI.
Suplente de Deputado pelo PHS.
Comendadora da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí.Comendadora do método Filisofico de Platão. Comentadora do Mérito “Da Costa e Silva” por relevantes serviços prestado á literatura piauiense.
Apontada como “Intelectual do Século ” pela Academia de Letras da Região de Setes Cidades. Também é cognominada de “ Musa das Letras”
Tem Título de Cidadania da Cidade de TERESINA , CAMPO MAIOR.
É membro da UBE (União brasileira de escritores), ocupando o cargo de Presidente
Pertence ao Sindicato dos Escritores, esta na diretoria na função de tesoureira.
.Ocupa cadeira nas academias :
Academia de Ciências
Academia de Letras do Vale do Longa, (Onde foi Presidente)
Academia de Letras da Região de Setes Cidades,
Academia de Letras e Artes de Campo Maior-Pi,
Academia de Letras do Médio Parnaíba
Academia de Trovadores do Piauí.
Academia Mundial de letras da Humanidade (Presidente)
Pertence a SOL (Sociedade Literaria/Pi)
ALDA FORTES CADDAH

>>> Matéria originalmente publicada em 11 de agosto de 2012 no portal cidadeverde.com
Alda Caddah nasceu em União. Trabalhou como diretora do Theatro 4 de Setembro, diretora do Arquivo Público do Estado do Piauí, diretora da Piemtur, foi professora de história em colégio da Prefeitura de Teresina e outras atividades. Fundou a Pivitur e Aldatur que foram duas das maiores agências de viagens que o Piauí já teve.
Hoje Alda Caddah está com seus bem vividos 74 anos. Teve uma família constituída com o advogado José Ribamar Tajra Caddah hoje desfrutando de seus netos, com 2 filhos - Sergio e Micaella.
Alda é um dos nomes da sociedade teresinense que mais teve divulgação nas colunas sociais nos anos 70, 80, 90, 2000. E permanece até hoje sendo lembrada pelas amizades e está nas redes sociais compartilhando de suas lembranças e memórias com os familiares e amizades. Além de suas atribuições profissionais, ela foi uma das mulheres consideradas elegantes em todo esse tempo que permaneceu liderança nas colunas sociais do Piauí.
“Comecei em 1987 com a Pivitur, uma sociedade com minha irmã, Ducarmo Veloso, e meu filho. Ele [Sérgio Caddah] foi embora. É um fotógrafo de sucesso internacional. E junto com minha irmã montei a Aldatur em 1989. Hoje, temos duas lojas e 18 colaboradores diretos, sem falar nos empregos indiretos que geramos”, conta a empresária.
Na sala da matriz, de onde sai todo o planejamento das agências, ela possui 56 imagens de Santa Therezina e revela: “sempre ganhei dos meus amigos. Ninguém pode pedir as imagens. Elas têm que ser presente. Dizem que cada imagem representa uma graça. E eu acredito nisso”, conta Alda Caddah.
O carro-chefe da empresa, há mais de 20 anos, são viagens com jovens para a Disney. Mas ela garante que já perdeu as contas de quantos piauienses já ajudou a realizar o sonho de conhecer as Serras Gaúchas.
“Fretávamos aviões na época da Varig e fazíamos voos diretos de Teresina para Orlando, nos Estados Unidos. Fomos a única empresa a internacionalizar o aeroporto Petrônio Portela. Somos uma agência de reconhecimento internacional pela qualidade. Somos pequenos, mas nosso serviço é de primeira e marca”, defende a administradora.
Críticas ao mercado
O turismo foi um dos setores que mais se expandiu com o advento da internet. Os brasileiros perceberam que poderia viajar e viu nos sites de compras a oportunidade de tornar sonhos em realidade.
Mas a empresária garante que os consumidores não podem esquecer da importância do papel do agente de turismo. “A internet não tem o calor de uma relação humana. Comprando com um agente você leva o serviço de um consultor que vai te auxiliar em tudo. [Nas agências] Temos os mesmos valores da internet, até mais em conta, ou muito próximo, com a Tarifa Operadora. Agora é difícil combater com a alta taxa de impostos praticados pelo governo”, analisa.
A empresária defende a “piauienticidade”, expressão traduzida como “valorizar as empresas do Estado” e critica a atuação tímida de instituições representantes de classe como a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) no Piauí.
“A nossa ABAV ainda é muito fraca. Ela deveria fazer uma campanha de esclarecimentos para a importância do agente de viagens no turismo e também para esclarecer a necessidade de valorizar as empresas locais”, critica Alda Caddah.
Luta
Alda Caddah venceu um câncer e revela que a experiência a deixou mais forte e mais confiante na humanidade. “As pessoas estão muito focadas em dinheiro. A empresa se sustenta com dinheiro, mas acredito que investir no bem estar é melhor. Eu acredito na juventude e espero muito dela.
Atendimento
Alda Caddah é formada em História e possui pós-graduação em Recursos Humanos e iniciará nos próximos dias especialização em Propaganda e Marketing. “Você tem que entender de várias áreas, principalmente em como atender melhor os clientes”, conta.
“O marketing boca-a-boca é o melhor. Se um cliente foi bem atendido, ele vai passar isso pra frente e vai trazer outro cliente. Se ele não gostou, ele não volta nunca mais e vai passar isso pra frente. Mas acredito que o cliente não deve se tratar só como um número dentro da empresa. Ele tem nome e sobrenome e muitos acabam virando nossos amigos após a venda de um serviço”, aconselha a empresária.
Turismo no Piauí
A empresária avalia que o setor deveria ser mais forte. Alda destaca que histórias de grandes cidades ao redor do mundo foram modificadas porque apostaram e aprenderam a usar o turismo a favor da economia.
“O turismo era para estar melhor no Piauí. Temos um povo caloroso, uma culinária forte e um artesanato de dar inveja em vários outros. A noite em Teresina é movimentada. É um reboliço! A cidade não tem praia, mas as pessoas tem que aprender a curtir a cidade”, disse.
Valorizar os colaboradores é estratégia adotada.
A crítica ficou para a falta de infraestrutra da capital e para as rodovias que fazem a conexão entre os municípios de destaque no Estado. “As estrada deveriam ser melhor conversadas. As pessoas perdem a coragem de ir para São Raimundo Nonato de carro”, analisa.
Desejos
Alda Caddah revelou um sonho bastante ousado: quer lotar o Piauí de estrangeiros e de brasileiros que não conhecem o Estado. Atrações, ela garante que o Estado possui. O que falta é apenas “tino” para explorar as riquezas regionais.
“Está confirmado: um dos fatores que mais impulsiona a economia é o turismo. Temos o litoral que é lindo, temos a história do mundo em São Raimundo Nonato, temos riquezas naturais em Sete Cidades, temos a religiosidade de Oeiras, Santa Cruz dos Milagres e em Teresina. Mas ninguém me procura perguntando se eu vendo pacote para Oeiras. E eu vendo. As pessoas preferem pagar para ir para fora”, analisa a empresária.
Matéria por Livio Galeno (In Memorian) cidadeverde.com
Complementação e correções por FÁBIO TELES
FIDES ANGÉLICA

A acadêmica Fides Angélica foi eleita para presidir a Academia Piauiense de Letras (APL) para o biênio 2024-2026. É a primeira vez que uma mulher vai comandar a instituição que possui 106 anos. Advogada, professora, escritora, ex- Procuradora do Estado do Piauí, foi ainda a primeira mulher a ocupar a presidência da OAB PIAUÍ.
IRACEMA SILVA

Dentre seus trabalhos como professora de universidade, advogada, mãe, esposa, avó, jornalista, colunista, foi mulher à frente de seu tempo. Escreveu durante anos a coluna social AGENDA NOBRE nos jornais O ESTADO, O DIA, MEIO NORTE, DIÁRIO DO POVO.
ELVIRA RAULINO

Elvira Raulino é referência no Jornalismo do Piauí. Começou a sua carreira no rádio com apenas 13 anos e escondida de seus pais, indo trabalhar disfarçada e usando o pseudônimo de Márcia Beatriz. E, ainda no início, sua fama já ultrapassava as fronteiras do Estado quando apresentou programas na televisão, pela TV Difusora do Maranhão, antes mesmo de existir um sistema televisivo no Piauí. Passou por todas as plataformas de comunicação, do jornal impresso à TV, sendo reconhecida nacionalmente ao se tornar jurada dos programas A Buzina do Chacrinha (1967-1972) e Cassino do Chacrinha (1982-1988), por mais de dez anos. Também fundou o primeiro partido político feminino do Brasil, foi prefeita de Altos (PI) e realizou os primeiros concursos de Miss Gay do seu Estado. Dentre tantos outros marcos que fizeram dela pioneira, Elvira construiu uma carreira de sucesso e de grande prestígio, sendo considerada a "Papisa do Colunismo Social Piauiense".
ALICE MOREIRA

Nos anos 1970 a 1990 – mais ou menos por aí, a jornalista Alice Moreira foi presença marcante no jornalismo piauiense através da TV Clube de Teresina apresentando o Piauí TV.
Foi por um período a colunista social do jornal Diário do Povo – a convite do empresário Aerton Fernandes – onde se destacou pela comunicação.
Formada em Jornalismo, Teologia e Filosofia.
Sempre muito querida pelos colegas do jornalismo em 1988 foi escolhida a Rainha da Imprensa do Estado do Piauí – tendo sido coroada pelo então deputado federal João Henrique Almeida Sousa.
No ano de 2013 Alice Moreira foi empossada como imortal na Academia Piauiense de Jornalismo (na foto com a jornalista Elvira Raulino). Um dos seus sonhos realizados foi o lançamento de um livro de poesias (Reflexões Poéticas).
Atualmente exerce função de apresentadora oficial dos eventos e solenidades do Governo do Estado do Piauí.
RITA PORTELA

Nesse dia 8 de março Dia da Mulher prestamos homenagem à Sra. Rita Portela uma mulher empreendedora e que nasceu para o trabalho desde os seus 17 anos, quando deixou a cidade de Amarante para acompanhar a família para um novo caminho em Teresina no ano de 1959, onde futuramente iria ocupar espaço como empreendedora.
Rita Portela trabalhou ainda bem jovem no Cartório de Amarante, Escritório de Advocacia Deusdedith Sousa, Construtora Poty e Guaraná Tufy. Desde cedo foi destemida para o serviço privado.
Conheceu o empresário Raimundo Portela com quem se casou em 17 de janeiro de 1971, constituindo família. Em1974 inauguraram o Real Palace Hotel que é gerido pela família Portela.
A partir de uma ideia de Raimundo Portela lançaram as lojas Visulinhas, Dilinhas, Solinhas Veste, Solinhas Homero e Solinhas. Para facilitar o seu marketing unificaram as lojas para Solinhas (se mantendo até hoje em 2024 com 3 lojas - no centro, na Homero Castelo Branco e Riverside Shopping).
Aos 83 anos de idade, se mantém na atividade empresarial supervisionando suas lojas com apoio da família.
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ISAURA LELLONÉS (In memorian)

CLASSE A: Muito já se escreveu sobre sua vida social. Gostaria que falasse agora sobre outros tempos, os Anos Dourados, em que conheceu seu marido Jean. Como tudo aconteceu?
ISAURA: Conheci Jean num baile em Parnaíba. Ele trabalhava numa companhia de compra de peles crocodilos e lagartos. Ele sempre desejou conhecer o Brasil. Então numa reunião realizada em Paris com membros de sua empresa – Casa Marc Jacob, ele foi designado a residir no Piauí. Ele veio num navio francês que aportou em Luís Correia.
CLASSE A: Ele continuou a trabalhar com essa empresa em Teresina?
ISAURA: Com o tempo ele foi se desprendendo e ficou como gerente da Casa Marc Jacob – como um de seus acionistas.
CLASSE A: Nessa época o casal já morava na casa da Frei Serafim?
ISAURA: Não. Passamos por outras casas e ruas em Teresina. Nossa primeira moradia foi na Rua São José (hoje Félix Pacheco), e após longo tempo viemos para a Frei Serafim. Onde continuo até hoje com longos 45 anos de residência.
CLASSE A: Sei que foram diversas festas, acontecidas em sua mansão. Seria difícil citar nomes de figurões que passaram por sua residência?
ISAURA: Foram meus hóspedes Adhemar de Barros, Eduardo Gomes, Leonidas de Castro Melo, Procópio Ferreira, Vera Fischer e Yeda Vargas,
CLASSE A: Durante esse tempo já existiam colunas sociais?
ISAURA: Não haviam colunas nem colunistas. Mas em pouco tempo surgiu Josias Clarence que liderou a sociedade com uma coluna e programa de rádio. Depois vieram outros talentos.
CLASSE A: Cite algumas mulheres elegantes da época de 1960. Havia lista de elegantes?
ISAURA: As elegantes eram citadas apenas nos bailes onde frequentavam, por ocasião de sorteios, dos vestidos mais belos premiados, tendo como palco o Clube dos Diários. Eram bem vestidas – Auristeia Martins, Anita Gayoso, Ozita Oliveira, Adail Area Leao e Sulikinha Vasconcelos.
CLASSE A: E quanto aos casais da linha de frente?
ISAURA: Eram bem badalados os casais Sotero Vaz da Silveira e Carmosina, Alberto Paz e Zulmira, João de Freitas Resende e Themis, Alberto Paz e Constância.
CLASSE A: Além do Clube dos Diários qual outro salão de festas da época em Teresina?
ISAURA: Era o Palácio de Karnak, na época do governador Matias Olímpio, que promovia os “Garden-parties”, onde em clima de confraternização, as mulheres compareciam bem vestidas e luxuosas, com chapéus e luvas, trazidos do Rio, São Paulo e até do exterior.
CLASSE A: Isaura e Jean eram presenças constantes nos melhores eventos. E sua mansão na Frei Serafim era cenário de bailes?
ISAURA: Claro que sim. Vivíamos em constantes festas, éramos bons anfitriões e abrigamos diversas solenidades do Rotary, Casa da Amizade e reuniões particulares.
CLASSE A: Seu hobby se constituía em oferecer festas?
ISAURA: Não somente isto. Meu hobby principal era viajar e colecionar joias. Em seguida passei a colaborar com as misses que iam participar do concurso Miss Brasil. Apoiava as misses e dava incentivos de palavras, boas maneiras, etiqueta e até colaborações para confecção de vestidos.
CLASSE A: Cite alguns nomes de misses que passaram pelas suas mãos.
ISAURA: Muitas usaram modelos de vestidos costurados por mim e minha equipe, pois no tempo tive senhoras costureiras do mais alto gabarito. Foram elas: Lívia carneiro, Vera Zorina, Teresinha Alcântara, Dayse Boavista, Graça Mota, Consolação Teixeira e Regina França.
CLASSE A: Filhos?
ISAURA: Apenas adotivos, pois nunca tive filhos. E foram muitos que criei a exemplo de Ana Maria Luisa Le Lonnes, Maria Luisa Franklin Costa e Mário Franklin de Lima.
CLASSE A: Se considera colunável ainda hoje?
ISAURA: Não. Apenas tenho a certeza que sempre estou nas colunas modernas, como forma de gratidão e respeito que sempre tive e dediquei a todos os colunistas sociais da terra, sem excetuar nenhum. O motivo é muito simples: tenho uma história bonita e por isto acho que sou merecedora do carinho e apoio de todos vocês.
FONTE: Isaura Le Lonnés, em abril de 1989 (Entrevista Exclusiva)
ZEZÉ MENESES (In memorian)

Pioneira da moda em Teresina de sua época – a modista Maria José Meneses – esteve sempre à frente de seu tempo, atuante, participando do contexto social e da moda piauiense, que durou entre os anos 50 a 90.
A piauiense Zezé Meneses foi micro-empresária, teve atelier por quatro décadas nesse ramo. Nessa foto abaixo, mostra momento do seu casamento, vestida por D. Isaura Lelones, que foi grande incentivadora do trabalho dela.
Ela era filha de militar e jovem ainda, morou em Aracaju-SE e Juiz de Fora-MG quando seu pai foi transferido para essas cidades.
Começou o atelier casualmente, gostava de fazer suas próprias roupas, inspirada nas atrizes de cinema. As amigas ficavam encantadas com suas roupas, ela começou a produzir peças para seu círculo de amizade, como passatempo, sem cobrar; e começou sua história na moda, contrária à vontade de seu esposo.
A continuação e legado de Zezé Meneses podem ser vistos pelo Instagram: @zestudiothe através do trabalho em parceria de Rosângela Meneses e Otávio Meneses que também já atuam por vários anos no setor de moda, vestindo mulheres e homens pelo Piauí e Brasil.
A atual loja Z Estudio é justamente uma homenagem a Zezé Meneses. O “Z” de Zezé continua presente abençoando e presente nesse novo trabalho de seus filhos Rosângela e Otávio trazendo um estilo moderno, de sustentabilidade, com “uma pegada contemporânea” como diz Otávio Meneses.
GENÚ MORAES (In memorian)

Com um belo sorriso, simpatia e elegância que ultrapassa as barreiras do tempo, a querida Maria Genovefa de Aguiar Moraes tem muita história pra contar. Conhecida como Genú Moraes, ela nasceu no dia 15 de fevereiro de 1927, em berço de ouro, no auge da cera da carnaúba. Filha de Eurípides Clementino de Aguiar que governou o Piauí de 1916 a 1920 e Maria da Graça Flacão Lopes Aguiar (Gracy Lopes), Genu conta fatos dos anos dourados de sua vida e afirma que o presente é sempre a melhor época
Voltando ao passado e relembrando aspectos importantes de sua vida Genu Moraes, conta que na infância andou de bicicleta e patins na Praça Pedro II. Aprendeu as primeiras letras em casa com sua mãe Gracy na antiga cartilha do A-B-C, estudou com Maria Dina Soares mestra em letras, depois ingressou no tradicional Colégio das Irmãs, onde as rezas e a rigidez fizeram com que convencesse seu pai que não deveria estudar mais lá. Estudou ainda no grupo Escolar Barão de Gurgueia e no Liceu Piauiense. Fez o último ano, na época conhecido como científico, no Colégio Izabel Hendrix em Belo Horizonte.
JUVENTUDE: FOI UMA DAS PRIMEIRAS MULHERES A DIRIGIR
Em sua juventude, Genu já mostrava ares de irreverência, adorava sempre acompanhar seu pai em palanques políticos e em conversas com pessoas mais experientes. Quando voltou de Belo Horizonte muitas vezes abria os comícios em nome de seu pai Dr. Eurípedes de Aguiar que as vezes não comparecia devido a problemas de saúde.
Ainda nesta época, já tinha 19 anos quando seu pai lhe presenteou com um lindo automóvel Ford Americano, a sensação no período industrial, o que gerou inúmeros comentários na então emergente cidade, pois Genu foi uma das primeiras mulheres a dirigir carro em Teresina. Como sempre independente e irreverente, mostrava-se diferente das outras moças, já que gostava de andar com rapazes, mesmo sendo noiva de João Mendes Olímpio de Melo, ainda assim não mudou seu comportamento o que gerou o rompimento de seu noivado.
Nos flertes da juventude, Genu não gostava de namorar rapazes de sua idade e procurava paquerar com aqueles de cultura, já formados e solteiros. Chegou a namorar com cinco ao mesmo tempo, fato que gerava inúmeros comentários, mas ela nem ligava.
CASOU-SE E FOI MORAR EM SÃO LUÍS
No ano seguinte, em 9 de agosto de 1947 foi para o Rio de Janeiro onde casou com Antonio Moraes Correia, de tradicional família de Parnaíba e herdeiro da empresa Moraes S.A.. A empresa de exportação que logo se instalou em São Luís -MA.
Em São Luís, fez um leque de amizades nobres, já que juntamente com seu marido fazia parte de clubes sociais como o Rotary. Assim conheceu o jornalista José Pires de Sabóia que lhe convidou para fazer parte do jornal e a bela Genu começou a escrever a coluna “Em Sociedade” no jornal “O Imparcial”. Sua coluna tornou uma das mais lidas no Estado.
Um fato que marcou sua carreira foi quando assumiu a presidência do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, sendo a primeira mulher no Brasil a assumir este cargo. Fato que se deu por conta do assassinato de Otelino Nova Alves que denunciou contrabando de café, corajosa e destemida Genu assumiu a presidência e continuou com as denúncias. Além disso, foi Presidente da Associação das Damas de Assistência e proteção à infância- ADAPI.

DE VOLTA AO PIAUÍ
Com a morte do seu irmão, retornou ao Piauí e auxiliou seu pai nas caminhadas políticas pelo estado, sendo destaque na vida política piauiense dos anos 50. Foi chefe do Cerimonial do Palácio de Karnak, quando eram governadores Alberto Silva e Mão Santa. Em 2009 tomou posse da Cadeira de número 9 da Academia Piauiense de Ciências.
Genu foi tema do documentário “O Espelho de uma Época”, lançado em comemoração aos seus 81 anos. Quando o assunto são os avanços dos costumes de uma cidade provinciana para a Teresina moderna, a jornalista é sempre procurada por estudantes e universitários em busca de informações precisas, já que ela foi um dos nomes mais em evidência no mundo social e protagonizou mudanças substanciais no comportamento das mulheres, nos anos 40 e 50.
“Genu, a musa de uma geração”, teve diversos livros contando sua história e também participou de inúmeraspublicações, livros, revistas, jornais, como colaboradora. Ela foi uma das mulheres mais requisitadas para eventos sociais e filantrópicos no Piauí. Além disso, numa época sem internet, era uma das mulheres mais bem atualizadas. Pois sabia de todas as notícias, principalmente as de cunho político, em primeira mão.
Saudade de Genú Moraes. Falecida em 7 de jan. de 2015 — aos 87 anos.
MYRIAM NOGUEIRA (In memorian)

A ex-primeira dama e ex-deputada federal Myriam Nogueira Portela Nunes foi uma das mulheres com maior destaque na política piauiense. Ela morreu em Teresina, aos 87 anos em 07/04/2020 vítima de pneumonia.
Myriam foi a primeira mulher piauiense a chegar na Câmara Federal com a missão de integrar a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Carta Magna de 1988. Filha de Olavo Nogueira e Iracema Azevedo, se formou em Direito pela Universidade Federal do Piauí em 1978.
Foi primeira dama do estado, casada com o ex-governador Lucídio Portela, tendo coordenado a área social do governo.
Em 1988 foi candidata a prefeita de Teresina pelo PDS e depois migrou para o PSDB onde permaneceu até sua morte. Presidiu o partido em Teresina. Sempre abraçou causas pelo direito da mulher, chegando a integrar a ala feminina do PSDB nacional.
Ela foi além de uma ex-primeira-dama com atuação destacada no Congresso Nacional. Em 2018, Myriam Portela foi uma das agraciadas com o Prêmio Bertha Lutz, do Congresso Nacional, que naquele ano homenageou as deputadas constituintes.
Durante toda a sua trajetória na vida pública, realizou um grande trabalho social e foi responsável pela criação da Casa de Zabelê, instituição de apoio a meninas em situação de rua e de risco em Teresina.
Myriam Nogueira Portela Nunes nasceu no Rio de Janeiro em 15 de de dezembro e foi uma advogada e política. Filha de Olavo Nogueira e Iracema Azevedo. Advogada formada pela UFPI em 1978 e funcionária do Tribunal Regional. Presidente da Federação das Bandeirantes do Brasil, foi primeira-dama do Piauí durante o governo de Lucídio Portela presidindo a Comissão de Assistência Comunitária (CAC), precursora do Serviço Social do Estado (SERSE) e da Secretaria de Ação Social e Cidadania. Disputou sua primeira eleição como candidata à prefeitura de Teresina pelo PDS em 1985, ficando em terceiro lugar.
Em 1986 Myriam Portela viu seu marido ser eleito vice-governador do estado na chapa de Alberto Silva e ela própria foi eleita deputada federal com cerca de setenta por cento de sua votação oriunda de Teresina, o que não impediu uma nova derrota na disputa pela prefeitura da cidade em 1988 quando, inicialmente cotada para ser vice-prefeita na chapa de Heráclito Fortes terminou novamente na terceira posição. Pouco antes das eleições presidenciais de 1989 anunciou seu apoio à candidatura do senador Mário Covas e se filiou ao PSDB onde foi eleita suplente de deputada federal em 1990 e perdeu a eleição para vereadora de Teresina em 1992. Nomeada secretária da Criança e do Adolescente na terceira administração Wall Ferraz em 1993, permaneceu no cargo por oito anos abrangendo também as administrações de Francisco Gerardo e a primeira administração Firmino Filho.Presidiu também o PSDB Mulher no estado do Piauí.
Sogra do senador Ciro Nogueira e mãe da ex-deputada federal Iracema Portela
Pioneirismo
Myriam Nogueira figura entre as pioneiras femininas na política do estado pois foi a primeira mulher a obter o mandato de deputada federal pelo Piauí em 15 de novembro de 1986 com 27.490 votos, dos quais 18.803 (68,40%) obtidos em Teresina.
Museu do Piauí
Em 1981, como primeira-dama do estado, se engajou na criação da Associação de Amigos do Museu do Piauí juntamente com a professora Lourdinha Brandão, esposa do então secretário de Cultura do estado, Wilson Brandão.
Era focada em trabalhar, diz Iracema
A deputada federal Iracema Portela disse que sua mãe era inovadora e focada em trabalhar.
"Neste momento falo como filha e não apenas como admiradora da grande mulher que foi minha mãe, Myriam Portella. Herdei dela e do meu pai a paixão pela política e o respeito pelas pessoas. Quem a conheceu sabe o quanto ela era generosa, inovadora, uma mulher sempre à frente do seu tempo, focada em trabalhar para ajudar os outros. Tenho muito orgulho da trajetória da minha mãe e de ser comparada com ela, um ser humano iluminado e muito especial", afirmou.



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