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Alda Fortes Caddah: uma mulher que enfrentou barreiras e sempre foi sucesso

Dos seus lançamentos, a Pivitur e Aldatur ganharam notoriedade entre suas tarefas profissionais

 Alda Fortes Caddah ou simplesmente Aldinha. Um ícone na sociedade piauiense

Alda Fortes Caddah é uma mulher de 63 anos, devota de Santa Teresinha, com palavras fortes, simpatia afiada e uma disposição de dar inveja. Há 23 anos no mercado do turismo, ela se orgulha ao relembrar: “minha empresa foi a única a internacionalizar o aeroporto de Teresina”, e não tem medo de tecer críticas quando necessário.
 
>>> Matéria originalmente publicada em 11 de agosto de 2012 no portal cidadeverde.com
Alda Caddah nasceu em União. Trabalhou  como diretora do Theatro 4 de Setembro, diretora do Arquivo Público do Estado do Piauí, diretora da Piemtur, foi professora de história em colégio da Prefeitura de Teresina e outras atividades. Fundou a Pivitur e Aldatur que foram duas das maiores agências de viagens que o Piauí já teve.

Hoje Alda Caddah está com seus bem vividos 74 anos. Teve uma família constituída com o advogado José Ribamar Tajra Caddah hoje desfrutando de seus netos, com 2 filhos - Sergio e Micaella. ABAIXO, do álbum de família, momento do casamento de Alda e José.

Alda é um dos nomes da sociedade teresinense que mais teve divulgação nas colunas sociais nos anos 70, 80, 90, 2000. E permanece até hoje sendo lembrada pelas amizades e está nas redes sociais compartilhando de suas lembranças e memórias com os familiares e amizades. Além de suas atribuições profissionais, ela foi uma das mulheres consideradas elegantes em todo esse tempo que permaneceu liderança nas colunas sociais do Piauí.

 
 
“Comecei em 1987 com a Pivitur, uma sociedade com minha irmã, Ducarmo Veloso, e meu filho. Ele [Sérgio Caddah] foi embora. É um fotógrafo de sucesso internacional. E junto com minha irmã montei a Aldatur em 1989. Hoje, temos duas lojas e 18 colaboradores diretos, sem falar nos empregos indiretos que geramos”, conta a empresária.
 
Na sala da matriz, de onde sai todo o planejamento das agências, ela possui 56 imagens de Santa Therezina e revela: “sempre ganhei dos meus amigos. Ninguém pode pedir as imagens. Elas têm que ser presente. Dizem que cada imagem representa uma graça. E eu acredito nisso”, conta Alda Caddah.
 
O carro-chefe da empresa, há mais de 20 anos, são viagens com jovens para a Disney. Mas ela garante que já perdeu as contas de quantos piauienses já ajudou a realizar o sonho de conhecer as Serras Gaúchas. 
 
“Fretávamos aviões na época da Varig e fazíamos voos diretos de Teresina para Orlando, nos Estados Unidos. Fomos a única empresa a internacionalizar o aeroporto Petrônio Portela. Somos uma agência de reconhecimento internacional pela qualidade. Somos pequenos, mas nosso serviço é de primeira e marca”, defende a administradora.
 
Críticas ao mercado
O turismo foi um dos setores que mais se expandiu com o advento da internet. Os brasileiros perceberam que poderia viajar e viu nos sites de compras a oportunidade de tornar sonhos em realidade.
 
 
Mas a empresária garante que os consumidores não podem esquecer da importância do papel do agente de turismo. “A internet não tem o calor de uma relação humana. Comprando com um agente você leva o serviço de um consultor que vai te auxiliar em tudo. [Nas agências] Temos os mesmos valores da internet, até mais em conta, ou muito próximo, com a Tarifa Operadora. Agora é difícil combater com a alta taxa de impostos praticados pelo governo”, analisa.
 
A empresária defende a “piauienticidade”, expressão traduzida como “valorizar as empresas do Estado” e critica a atuação tímida de instituições representantes de classe como a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) no Piauí. 
 
“A nossa ABAV ainda é muito fraca. Ela deveria fazer uma campanha de esclarecimentos para a importância do agente de viagens no turismo e também para esclarecer a necessidade de valorizar as empresas locais”, critica Alda Caddah.
 
Luta
Alda Caddah venceu um câncer e revela que a experiência a deixou mais forte e mais confiante na humanidade. “As pessoas estão muito focadas em dinheiro. A empresa se sustenta com dinheiro, mas acredito que investir no bem estar é melhor. Eu acredito na juventude e espero muito dela. 
 
Registro da coleção de imagens de Santa Therezinha de Alda Caddah.
 
Atendimento
Alda Caddah é formada em História e possui pós-graduação em Recursos Humanos e iniciará nos próximos dias especialização em Propaganda e Marketing. “Você tem que entender de várias áreas, principalmente em como atender melhor os clientes”, conta.
 
“O marketing boca-a-boca é o melhor. Se um cliente foi bem atendido, ele vai passar isso pra frente e vai trazer outro cliente. Se ele não gostou, ele não volta nunca mais e vai passar isso pra frente. Mas acredito que o cliente não deve se tratar só como um número dentro da empresa. Ele tem nome e sobrenome e muitos acabam virando nossos amigos após a venda de um serviço”, aconselha a empresária.
 
Turismo no Piauí
A empresária avalia que o setor deveria ser mais forte. Alda destaca que histórias de grandes cidades ao redor do mundo foram modificadas porque apostaram e aprenderam a usar o turismo a favor da economia. 
 
“O turismo era para estar melhor no Piauí. Temos um povo caloroso, uma culinária forte e um artesanato de dar inveja em vários outros. A noite em Teresina é movimentada. É um reboliço! A cidade não tem praia, mas as pessoas tem que aprender a curtir a cidade”, disse.
 
Valorizar os colaboradores é estratégia adotada.
 
A crítica ficou para a falta de infraestrutra da capital e para as rodovias que fazem a conexão entre os municípios de destaque no Estado. “As estrada deveriam ser melhor conversadas. As pessoas perdem a coragem de ir para São Raimundo Nonato de carro”, analisa.
 
Desejos 
Alda Caddah revelou um sonho bastante ousado: quer lotar o Piauí de estrangeiros e de brasileiros que não conhecem o Estado. Atrações, ela garante que o Estado possui. O que falta é apenas “tino” para explorar as riquezas regionais.
 
“Está confirmado: um dos fatores que mais impulsiona a economia é o turismo. Temos o litoral que é lindo, temos a história do mundo em São Raimundo Nonato, temos riquezas naturais em Sete Cidades, temos a religiosidade de Oeiras, Santa Cruz dos Milagres e em Teresina. Mas ninguém me procura perguntando se eu vendo pacote para Oeiras. E eu vendo. As pessoas preferem pagar para ir para fora”, analisa a empresária.
 
Matéria por Livio Galeno (In Memorian) cidadeverde.com
Complementação e correções por FÁBIO TELES
 
 

Por: FONTE: Livio Galeno (in memoriam) do cidadeverde.com

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